O agora sexteto Fleet Foxes, depois de aclamado auto-intitulado álbum de estreia, está se preparando para lançar seu segundo álbum, Helplessness Blues tem previsão de lançamento para 3 de maio de 2011 via Sub Pop Records, e estão liberando, justamente, a faixa título do disco, “Helplessness Blues” é uma balada indie-folk-psicodélico bem ao estilo da banda e com o mesmo padrão de qualidade.
Niki & The Dove é um duo de Estocolmo, Suécia, formado por Dahlström Malin e Karlöf Gustaf. Eles fazem pop dançante com vocais glaciais e texturas de rara beleza. Seu primeiro single, DJ, Ease My Mind/Under the Bridges, impressionou muito e o seguinte, Mother Protect, não deixou dúvidas da qualidade da banda. Ouça/baixe/veja as belas canções do Niki and the Dove.
O Bright Eyes, que está lançando álbum novo, The People's Key, em 15 de fevereiro de 2011 via Saddle Creek, já havia liberado o primeiro single, “Shell Games”, e agora é a vez de “Haile Selassie”, canção inspirada na filosofia rastafari.
O site Scream & Yell escolheu os melhores álbuns e canções de 2010 em seu já tradicional prêmio Top Seven. Confira os vencedores.
MELHORES DISCOS NACIONAIS 2010: 1. Feito Pra Acabar, Marcelo Jeneci (Slap/Som Livre) 2. Efêmera, Tulipa Ruiz (YB Music) 3. Deus e o Diabo no Liquificador, Cérebro Eletrônico (Phonobase) 3. Apanhador Só, Apanhador Só (Independente) 5. Amigo do Tempo, Mombojó (Independente) 6. Eu Menti Pra Você, Karina Buhr (Independente) 7. Do Amor, Do Amor (Independente)
MELHOR MÚSICA NACIONAL 2010: 1. “Ás Vezes”, Tulipa Ruiz (YB) 1. “Cama”, Cérebro Eletrônico (Phonobase) 3. “Efêmera”, Tulipa Ruiz (YB) 4. “Não Fosse o Bom Humor”, Superguidis (Senhor F) 5. “Nescafé”, Apanhador Só (Independente) 5. “O Morno”, Nevilton (Independente) 7. “Eu Menti Pra Você”, Karina Buhr (Independente) 7. “Copo D’agua”, Marcelo Jeneci (Independente) 7. “Feito Pra Acabar”, Marcelo Jeneci (Independente) 7. “Por Que Nós?”, Marcelo Jeneci (Independente) 7. “Pa Pa Pa”, Mombojó (Independente)
MELHORES DISCOS INTERNACIONAIS 2010: 1. The Suburbs, Arcade Fire (Universal) 2. High Violet, The National (LAB 34) 3. Brothers, The Black Keys (Nonesuch) 4. My Beautiful Dark Twisted Fantasy, Kanye West (Roc-A-Fella, Def Jam) 5. This Is Happening, LCD Soundsystem (DFA Records) 6. II, Grinderman (Mute Records/ANTI) 7. Le Noise, Neil Young (Reprise)
MELHOR MÚSICA INTERNACIONAL 2010: 1. “Fuck You”, Cee Lo Green (Elektra/Roadrunner) 2. “We Use To Wait”, Arcade Fire (Universal) 3. “Tightrope” (Feat. Big Boi), Janelle Monáe (Warner) 4. “Odessa”, Caribou (City Slang) 5. “Mickey Mouse And The Goodbye Man”, Grinderman (Mute/ANTI) 6. “Belinda”, Ben Folds & Nick Hornby (Independente) 6. “Desire Lines”, Deerhunter (4AD) 6. “Tighten Up”, The Black Keys (Nonesuch)
As meninas do Azure Ray (Maria Taylor e Orenda Fink) gravaram esta Silverlake quando, após hiato de seis anos, retomaram os trabalhos para gravarem o álbum Drawing Down The Moon. A primeira gravação desta retomada foi “Silverlake”, feita com Mark Linkous (Sparklehorse), pouco antes dele falecer.
Braids é uma banda canadense de indie rock, formada em Montreal por Raphaelle Standell-Preston (lead vocals, guitar), Austin Tufts (drums, vocals), Katie Lee (keys, vocals) e Taylor Smith (bass, guitar, drums, vocals).
O quarteto está lançando seu álbum de estreia, o excelente Native Speaker, via Flemish Eye Records. O disco traz um indie rock cheio de climas e uma certa dose experimental, como são o caso das belas “Lemonade” e “Plath Heart”.
Aurelio é um artista da costa caribenha de Honduras, na América Central. A geração de Aurelio Martinez pode ser uma das últimas a crescer mergulhada na tradição Garifuna. Estas tradições abrangem as raízes africanas e do Caribe indiano de seus ancestrais, um grupo de escravos náufragos que se casaram com os nativos locais na ilha de St. Vincent.
No coração de cada canção de seu álbum Laru Beya bate um ritmo Garifuna tradicional. No entanto, além das belezas da tradição Garifuna e interpretações marcantes Aurelio, a verdadeira força condutora por trás do álbum é a perda de seu falecido amigo e mentor, ícone musical Garifuna, Andy Palacio. Palacio, ganhou popularidade regional como a força motriz por trás do punta rock, uma síntese Garifuna-rock que pulsou no cenário da América Central na década de 1990.
“Tio Sam” e “Laru Beya” são os primeiros singles liberados de Laru Beya, um grande álbum, diga-se.
Mister Heavenly é um trio composto por Nick Thorburn (Islands/The Unicorns), Ryan Kattner (Man Man) e Joe Plummer (Modest Mouse), veteranos no indie rock. A banda está presenteando os fãs de primeira hora com seu single digital de estréia, com a música homônima do trio, “Mister Heavenly” e “Pineapple Girl”, duas pepitas indie rock.
A revista Rolling Stone Brasil elegeu as 25 melhores músicas internacionais de 2010. No topo ficou Cee Lo Green (do duo Gnarls Barkley) com o irresistível soul de "Fuck You", de seu mais recente álbum, The Lady Killer. Confira a lista completa.
1. Cee Lo Green - "Fuck You" Poderia ser apelativo, mas Cee Lo não disse um simples "fuck you" (foda-se) - ele disse isso com uma mistura de humor e seriedade. E o estilo Motown modernizado transforma a faixa em um hino delicioso para os tempos difíceis.
2. Kanye West - "Runaway" É necessário ser um gênio perturbado para se levantar a bandeira branca da paz e, ao mesmo tempo, mandar o dedo do meio para todos. "Runaway" é uma meditação de nove minutos sobre desilusão amorosa e infâmia pública.
3. Arcade Fire - "We Used to Wait" "Agora nossas vidas estão mudando rápido", canta Win Butler, insone e assustado. Mas seu vocal cheio de empatia e o rock orquestral surrado de sua banda fazem a alta ansiedade soar quase como uma mensagem sublime.
4. Katy Perry ft. Snoop Dogg - "California Gurls" Alegre e pegajosa, a faixa mostrou que o segundo disco de Katy Perry tinha tudo para ser uma das pérolas pop do ano - e a participação canastrona de Snoop Dogg só reforçou seu poder de ação nas rádios (e também no açucarado clipe).
5. LCD Soundsystem - "Drunk Girls" James Murphy e seus companheiros bebem em influências de David Bowie e Lou Reed para cantar sobre garotas embriagadas com um humor peculiar, em uma canção simples e grudenta - como são as melhores músicas pop.
6. Vampire Weekend - "Holiday" Dando nova roupagem aos clichês dos sucessos de verão, o Vampire Weekend lançou (no inverno) a música mais ensolarada do ano. Exprimindo os gostos e climas de um dia livre em dois minutos, "Holiday" é uma ode à procrastinação.
7. Janelle Monáe ft. Big Boi - "Tightrope" Janelle, essa extraterrestre da nova soul music, ataca com uma agitação intensa, puxada por instrumentos de sopro em uma canção que mistura Cab Calloway, hip hop, James Brown e uma boa dose de maluquice artística de ponta.
8. Robert Plant - "House of Cards" Plant segue sua jornada sulista norte-americana, aqui com uma composição do britânico Richard Thompson. E é como se música e intérprete tivessem nascido um para o outro. O clima até remete a bons momentos do Led Zeppelin.
9. The National - "Terrible Love" Matt Berninger canta intensamente sobre o quão difícil é lidar com a dor de um coração partido. A música cresce no final com o peso da bateria, enquanto o vocalista brada repetidamente "It takes an ocean not to break". Emoção pura.
10. Eminem - "Not Afraid" O rapper abre o coração e conta sobre estar sóbrio depois de anos abusando da bebida, fala mal de seu último álbum e jura que vai ser um pai melhor. E talvez seja sua música mais inspirada de todos os tempos.
11. My Chemical Romance - "Na Na Na (Na Na Na...)" 12. Elvis Costello - "Natonal Ransom" 13. Best Cost - "Boyfriend" 14. Devo - "Fresh" 15. The Dead Weather - "Hustle and Cuss" 16. M.I.A. - "XXXO" 17. The Black Keys - "Everlasting Light" 18. John Legend & The Roots - "Shine" 19. Gorillaz ft. Gruff Rhys & De La Soul - "Superfast Jellyfish" 20. Daft Punk - "Derezzed" 21. B.o.B. ft. Bruno Mars - "Nothin' on You" 22. MGMT - "Congratulations" 23. Neil Young - "Walk with Me" 24. Kings of Leon - "Radioactive" 25. Surfer Blood - "Swim"
A revista Rolling Stone Brasil elegeu os 25 melhores álbuns internacionais de 2010. O Arcade Fire ficou no topo com seu terceiro álbum, The Suburbs. Confira a lista completa.
1. Arcade Fire - The Suburbs O céu não é mais o limite, e nenhum movimento executado atualmente pelo Arcade Fire se restringe às pequenas proporções. É inevitável perceber a contraditória sensação de "discreta grandeza" oferecida por The Suburbs, ambiciosa ode ao tédio suburbano e aos medos causados pelas mudanças irreparáveis. Win Butler e Régine Chassagne, porta-vozes do septeto, conduzem com maestria este épico moderno em que os capítulos se entrelaçam de modo catártico, entre silêncios e ruídos, tempestades e calmarias. Nenhum outro disco em 2010 combinou, com tanta ousadia, a grandiosidade do rock de arena às experimentações só permitidas a uma banda indie nos limites do mainstream.
2. Vampire Weekend - Contra Em seu segundo disco, o grupo voltou ainda melhor. As guitarras ficaram esparsas, a produção ganhou mais toques eletrônicos e a África passou a ser só mais um destino a ser visitado. Já as letras, ainda mais difíceis de serem decodificadas, evidenciaram o óbvio: parte da graça de ouvir a banda consiste em ficar perdido na tradução.
3. Janelle Monáe - The ArchAndroid Narrando as desventuras e as aventuras da androide Cindi Mayweather no ano de 2719, ArchAndroid é trilha sonora vibrante que permite ao ouvinte criar um filme em sua mente. Janelle consegue misturar gêneros musicais díspares e logra um resultado extremamente coerente, a um só tempo revisionista e inovador.
4. LCD Soundsystem - This Is Happening Garotas bêbadas espevitadas, preocupações existencialistas, críticas nada veladas à política das gravadoras, sarcasmo e muita ironia. Tudo embalado por um instrumental que transita bem entre o orgânico e o eletrônico. Se James Murphy vai realmente tirar de cena sua banda, este álbum é um último ato magistral.
5. The National - High Violet Com toda melancolia guiada pela voz sofrida de Matt Berninger, High Violet mantém a consistência e a qualidade características dos últimos trabalhos do The National. Se não há hits fáceis, sobra ousadia e maturidade. O resultado é um álbum mais abrangente, em que amores e desilusões são presenças constantes.
6. The Black Keys - Brothers A dupla Dan Auerbach e Patrick Carney conseguiu compilar todas as suas influências em Brothers, o álbum mais interessante que já fizeram até então. Soul music, rock, blues, psicodelia e rock sessentista se espalham e se chocam ao longo das faixas. Mas, apesar de tanta variedade, o resultado é coeso e não tem nada de aleatório.
7. Gorillaz - Plastic Beach Damon Albarn conseguiu ser nostálgico e atual ao pontuar seu trabalho com rara honestidade. Mesclando elementos do britpop, dub e eletrônica, Plastic Beach, terceiro álbum do Gorillaz, é um registro calculadamente pretensioso em que canções fluem irresistivelmente em um disco que conta com participações de nomes de peso.
8. The Dead Weather - Sea of Cowards O blues e o rock de garagem da estreia ganham contornos mais sombrios aqui, com Alison Mosshart beirando a demência em vários momentos. Jack White não só comandou a bateria como também se arriscou mais nos vocais. E pensar que a banda começou como uma brincadeira de amigos músicos em um porão escuro.
9. Kanye West - My Beautiful Dark Twisted Fantasy É raro Kanye West gravar um disco abaixo da média. Mesmo assim, em My Beautiful Dark Twisted Fantasy, o rapper ousou e fez questão de retrabalhar o rap fortemente influenciado pelo hip hop, com o R&B ditando as regras. Como consequência, deu vida a 13 canções capazes de fixar nos ouvidos.
10. Neil Young - Le Noise Apenas com sua guitarra (e efeitos proporcionados por Daniel Lanois na produção), o cantor e compositor canadense lançou um disco excelente, como não se via há mais de uma década. Ao mesmo tempo ruidoso e intimista, Le Noise prova que, do alto de seus 65 anos, Neil Young não deixa de surpreender.
11. Corinne Bailey Rae - The Sea 12. John Legend & The Roots - Wake Up 13. Sharon Jones & The Dap-Kings - I Learned the Hard Way 14. Robert Plant - Band of Joy 15. Stone Temple Pilots - Stone Temple Pilots 16. Cee Lo Green - Lady Killer 17. Brian Wilson - Reimagines Gershwin 18. M.I.A. - /\/\/\Y/\ 19. Teenage Fanclub - Shadows 20. Johnny Cash - American VI: Ain't No Grave 21. Belle & Sebastian - Write About Love 22. Gil Scott-Heron - I'm New Here 23. Eminem - Recovery 24. She & Him - Volume 2 25. Katy Perry - Teenage Dream
A revista Rolling Stone Brasil elegeu as 25 melhores músicas nacionais de 2010. Tulipa Ruiz, com a bela canção “Efêmera”, encabeçou a lista, assim como fez com seu ótimo álbum de estréia, também intitulado Efêmera, que encabeçou a lista dos melhores álbuns, segundo a revista. Confira a lista completa.
1. Tulipa Ruiz - "Efêmera" De quantos segundos precisamos para nos apaixonarmos por uma música? A resposta é fácil: 16. É nesse momento em que Tulipa Ruiz entra cantando sobre conter suas ansiedades para, assim, poder aproveitar melhor o tempo e, quem sabe, até aprender algo novo. Ou só curtir as coisas simples da vida. E, quando já estamos entregues ao clima deliciosamente preguiçoso, entra o reforço do Negresko Sis (um verdadeiro batalhão de leveza da música brasileira, com Céu, Thalma de Freitas e Anelis Assumpção cantando gloriosamente juntas). São três minutos e 45 segundos de uma elevação progressiva de afeto que só persiste e resiste ao longo de todo o álbum.
2. Nevilton - Nevilton "O Morno" Todos os recursos foram entrelaçados nesse arrasa-quarteirão de quatro minutos: batida ansiosa, estilo "para, recomeça", solos viscerais, nenhum refrão. "O Morno", uma crítica entusiasmada ao conformismo, soa como o tiro certeiro do trio de Umuarama (PR) em sua irrevogável escalada rumo a um lugar ao sol.
3. Marcelo Jeneci - "Quarto de Dormir" A melodia de Jeneci é costurada por piano, um arranjo de cordas de extremo bom gosto e uma narrativa cinematográfica. A letra, que muitos acharão parecida com as que Roberto e Erasmo Carlos faziam na metade dos anos 70, discorre sobre a importância de um quarto escuro na história de dois ex-amantes.
4. Mombojó - "Antimonotonia" A introdução, com guitarra de surf music, até parece filme de ficção B dos anos 60. Mas, quando entra o vocal, ela se torna sinistra, com uma bela poesia sobre rotina e a chatice do dia a dia. Só que não existe nada de monótono no instrumental do Mombojó, que segue pomposo, atmosférico e grandiloquente.
5. Karina Buhr - "Eu Menti pra Você" Metais, guitarras que ficam viajando de um canal para o outro e um ritmo seco são a base sonora da faixa-título do disco de estreia de Karina Buhr. Tudo isto para decorar sua voz irônica, que na letra declara ser uma mulher má, capaz de mentir para seu amado. Mas a melodia é tão sedutora que fica difícil de acreditar.
6. Cérebro Eletrônico - "Cama" A faixa mais emblemática de Deus e o Diabo no Liquidificador é esta balada cheia de climas - ou seria uma canção de amor marrenta? -, marcada pelo mantra "Eu só saio dessa cama quando você me disser decidida que me ama".
7. Do Amor - "Pepeu Baixou em Mim" Obviamente, o Do Amor presta uma homenagem a Pepeu Gomes e aos Novos Baianos, mas também declara seu amor e respeito à velha escola da música baiana, citando no sacolejante instrumental o som de antigas bandas de axé.
8. Nina Becker - "Janela" A poética canção, parceria de Nina com Domenico Lancelotti, entrou em Azul e Vermelho, discos que a cantora lançou simultaneamente. Mas em cada um deles, a faixa ganhou uma cara distinta, com novos arranjos e interpretações.
9. Gilberto Gil - "Fé na Festa" Em Fé na Festa, Gil celebra o espírito pra cima e dançante das festas juninas. Já a ótima faixa-título não é tão óbvia: cita baião, forró e tem um ligeiro toque eletrônico, remetendo à produção musical do ex-ministro do começo dos anos 80.
10. Tulipa Ruiz - "Brocal Dourado" Se aqui a cantora consegue - somente com sua habilidade vocal - transformar um refrão que simplesmente repete as duas palavras do nome da faixa em um dos melhores momentos musicais de 2010, não há muito mais a se explicar.
A revista Rolling Stone Brasil elegeu os 25 melhores álbuns nacionais de 2010. Tulipa Ruiz, com seu ótimo álbum de estréia, Efêmera, encabeçou a lista. Confira a lista completa.
1. Tulipa Ruiz - Efêmera Por mais que você se esforce, é impossível ficar impassível à voz de Tulipa Ruiz. Entre as cantoras da nova geração, ela é a de talento mais completo: escreve, tem um vocal naturalmente doce (mas que pode ficar agressivo, quando necessário) e interpreta cada palavra com uma sinceridade raramente vista. Suas canções são todas de amor, mas... Será que são mesmo? O sentimento certamente está lá, mas não é o centro da ação. Ou seja, quem procura uma cantora sentimental óbvia não vai encontrá-la em Tulipa, que sabe brincar com a discrição como poucos artistas brasileiros. Da colorida "Brocal Dourado", com seu refrão instantaneamente grudento, à reflexiva "Às Vezes", sem refrão algum!, Tulipa promete, nesta estreia impecável, que muitos ótimos momentos ainda estão por vir.
2. Marcelo Jeneci - Feito pra Acabar O cantor e multi-instrumentista Marcelo Jeneci é um caso raro. É parceiro de Arnaldo Antunes e transita entre o circuito de MPB indie paulistana. Mas não procura fazer música hermética endereçada a um clube exclusivo de amigos. Em Feito pra Acabar, o que se percebe é uma música sutil, orquestrada e delicada, mas com melodias capazes de atingir as grandes massas. Romântico e sensível, mas sem parecer brega ou irônico, Jeneci ganha seu espaço sem forçar a barra.
3. Karina Buhr - Eu Menti pra Você Cercada de amigos notáveis - Edgard Scandurra e Marcelo Jeneci entre eles - tanto em sua banda de apoio quanto em participações especiais, Karina Buhr, que se destacou no Comadre Fulozinha, fez e aconteceu com o primeiro álbum solo. Música regional, som indie, pop eletrônico, tudo isso fez parte do caldeirão sonoro da artista. Se Karina foi uma das cantoras que mais se destacaram em 2010, a qualidade de Eu Menti pra Você foi o fator responsável por esse impacto.
4. Nevilton - Pressuposto Se houve um nome que se afirmou em 2010, este foi o do trio paranaense Nevilton. No EP Pressuposto, a banda retratou a atmosfera básica de suas apresentações, repleta de vigor adolescente: músicas com refrões grudentos que mais se parecem hinos roqueiros, guitarras em alto volume e baladas energéticas feitas para dançar.
5. Pato Fu - Música de Brinquedo A banda mineira fez seu álbum mais ousado, relendo clássicos da música nacional e internacional com mini-instrumentos. Se a sonoridade e a participação dos filhos dos músicos pode incomodar um pouco, a perfeição técnica na reprodução de arranjos e melodias vira o jogo. Um disco feito para conquistar e embalar crianças e adultos.
6. Emicida - Emicidio Famoso pelas rimas de improviso e pelo teor "caseiro" de seus versos, Leandro Roque de Oliveira, ou Emicida, lançou sua segunda mixtape, Emicidio, sem gravadora e vendendo-a em shows e com revendedores com apoio do Coletivo Fora do Eixo a R$ 5. Sem dúvida, o mais significativo lançamento do rap nacional em 2010.
7. Cérebro Eletrônico - Deus e o Diabo no Liquidificador Neste terceiro disco, Tatá Aeroplano e sua turma abraçaram o rock como não haviam feito anteriormente. As guitarras dão a tônica, mas sem perder as referências tropicalistas características. O resultado é um álbum mais acessível e coeso, pontuado por boas baladas e faixas mais dançantes.
8. Mombojó - Amigo do Tempo Com arranjos elaborados e o bom gosto na mistura de estilos, o quinteto pernambucano conseguiu lançar um excelente trabalho após um longo hiato de quatro anos. O título de "herdeiros do mangue beat" perde um pouco o sentido com Amigo do Tempo, álbum que insinua essa nova fase para a banda, tão concisa quanto madura.
9. Nina Becker - Vermelho Vermelho tem algum balanço, mas está longe da folia carnavalesca da Orquestra Imperial. O bonito (ou os bonitos) disco(s) de estreia de Nina mostra(m) segurança e acentuado bom gosto, com destaques para "Janela'' e as versões para "Toc Toc", de Rubinho Jacobina, e "Lágrimas Negras", de Jorge Mautner e Nelson Jacobina.
10. Garotas Suecas - Escaldante Banda Após burilar sua musicalidade em uma série de EPs e ganhar a simpatia dos gringos, o Garotas Suecas finalmente lançou um álbum completo. Calcado em levadas de funk, soul e jovem guarda, o debute retrata uma banda afiadíssima, que sabe trabalhar bem todas essas influências. Já estava na hora de o Brasil também descobri-los.