Os 100 Maiores Artistas da Música Brasileira

A Rolling Stone Brasil elegeu, com um grande time de colaboradores especializados na matéria, "Os 100 Maiores Artistas da Música Brasileira". Mesmo assim, com tanta gente boa envolvida, a lista é, e muito, contestável, aliás, como toda e qualquer lista. Lembrei de pelo menos, uns vinte nomes que mereceriam estar lista, além de discoradar da ordem de classificação de alguns artistas, só para citar uma, Luiz Gonzaga não estar entre os 10 mais, é quase um sacrilégio, e outra, o que dizer do Djavan, que só aparece na 80ª posição, parece brincadeira. E afinal, lista é para isso mesmo, ser discutida... Mas em 80%, a lista acerta na mosca, ou quase.

Pioneiros, virtuoses, ícones ou estrelas, os homens e as mulheres celebrados nesta compilação formam um grupo seleto e especial. Elevando sua arte à eternidade, os 100 cantores, instrumentistas, compositores, maestros e produtores (no site, publicados os primeiros 10) continuam a nos encantar, emocionar e a inspirar novas gerações. Mais do que uma lista, este é um tributo fundamental à história da nossa música.


1. TOM JOBIM
O maestro soberano da Música Popular Brasileira
Por Marcelo Ferla

A verdadeira verdade sobre Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim haverá de ser exata quando, ao relatar o anseio original do carioca da Tijuca-de-Ipanema, em vez de lembrar que ele queria ser um arquiteto, afirmar que ele foi o mais brilhante arquiteto das harmonias e melodias brasileiras. Tom Jobim, que chegou a cursar a Faculdade de Arquitetura propriamente dita, edificou o que veio a ser chamado Música Popular Brasileira, termo vago e generalizante como todo rótulo, mais impreciso quando engloba a obra de um gênio que se notabilizou por descrever em sons o que nem as palavras alcançam - a montanha, o Sol, o mar e outras maravilhas da arquitetura divina.

Compositor, maestro, pianista, cantor, arranjador e violonista com participação em mais de 50 discos, ele nasceu em 25 de janeiro de 1927, na Cidade Maravilhosa que tanto descreveu, e morreu em 8 de dezembro de 1994, na Nova York que mordiscou a contragosto, para onde foi porque sua música tinha horizontes tão universais que se tornou indispensável amplificá-la no centro do furacão mundial.

Apesar de um dia ter afirmado que "fazer sucesso no Brasil é ofensa pessoal", por conta das críticas locais ao refinamento de sua obra, igualmente taxada de americanizada, Tom nunca deixou de pensar em feijoada e caipirinha enquanto os donos do mundo lhe serviam champanhe e caviar e dançavam um som que nem era para dançar. Feito um "Garrincha de fraque", Tom encarava o mais suntuoso teatro gringo como se fosse um inferninho do Beco das Garrafas, onde tocou pra ganhar uns trocados, no início dos anos 50. Acabou concedendo um típico chiado da Guanabara às idiossincrasias do jazz.

Aluno de Hans-Joachim Koellreutter e discípulo de Villa-Lobos e Debussy, arranjador da gravadora Continental, por onde lançou o primeiro sucesso, "Tereza da Praia" (1954), compositor das músicas da peça Orfeu da Conceição (em 1956, com letras de Vinicius de Moraes), Tom concebeu a trilha sonora da Pasárgada brasileira, o país futurista idealizado por JK e traçado por Oscar Niemeyer, o campeão mundial de futebol de 1958 que, movido por craques que subvertiam a lógica cartesiana dos joõesdas- canelas-brancas, se assemelhava ao genial João de Juazeiro (Gilberto do Prado Pereira de Oliveira), o craque que driblou a batida do samba para construir a bossa nova.

João Gilberto tocou violão no LP Canção do Amor Demais (1958), de Elizeth Cardoso; Tom Jobim forneceu as melodias e harmonias para este que foi o marco da bossa. João gravou "Chega de Saudade", em 1959; Tom fez os arranjos. E compôs "Garota de Ipanema", "Samba do Avião", "Só Danço Samba", "Ela É Carioca", "Insensatez", "Wave", "Águas de Março", "Retrato em Branco e Preto", "Eu Sei que Vou Te Amar" e outra dezena de canções que carregam nos espaços silenciosos entre as vogais e as consoantes o mais sublime lirismo e o mais discreto suingue da música popular brasileira.

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2. JOÃO GILBERTO
O revolucionário pai da bossa nova
Por Marcus Preto

Qualquer músico brasileiro pós-1959 (há quem chegue até nos Beatles) foi reinventado por João Gilberto. Radical, sua experiência alterou de forma irreversível nosso DNA musical. Na superfície, o que ela parece propor é simplesmente "economia". Mas essa é só sua primeira pele (a mais valorizada por seus seguidores menores, é verdade). Lá no fundo, a história é mais radical. Tratase de desmontar e reconstruir as canções, refazendo seu esqueleto: cada som (melodia, harmonia, ritmo, dinâmica) é deslocado para outro lugar pela força do violão sincopado, dos acordes invertidos, da voz flutuante. Se houvesse espaço, seria possível desenvolver aqui várias teses sobre cada causa e efeito de seu método libertário de lidar com música. Mas o melhor em João é que não é preciso qualquer conhecimento teórico para usufruir de seu impacto. Ele é orgânico, inconsciente. Ele é.

Ainda que Tom Jobim tenha levado a melhor nesta lista, é absolutamente certo que ele jamais se tornaria o ícone que é se não tivesse surfado na primeiríssima onda da invenção gilbertiana. Alguns poderão rebater essa afirmação, dizendo que Jobim já era Jobim quando João apareceu. Mais ou menos. Jobim já era o que talvez continuasse sendo para sempre: um dos maiores compositores (e arranjadores) da canção brasileira. Como Caymmi ou, depois, Chico Buarque (ou Radamés Gnattali). Não é pouco. Mas João o colocou além. Fez dele um símbolo, o maestro e compositor fundamental da bossa nova, o movimento mais importante da nossa música. E influenciou completamente seu jeito de compor dali em diante. Sim, João também desmontou e reconstruiu Tom Jobim.

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3. CHICO BUARQUE
O poeta versátil da canção popular
Por Toninho Spessoto

A importância de chico buarque de Hollanda para a Música Popular Brasileira pode ser definida de várias formas. Artista combativo, não hesitou em cantar as agruras do homem simples na emblemática "Pedro Pedreiro" (1965), em meio aos primeiros arroubos da ditadura militar. Teve participação ativa nos festivais de MPB com canções como "A Banda", clamor pela liberdade de expressão, "Roda Viva", protesto contra a repressão, e "Sabiá", parceria com Tom Jobim, canto em favor dos brasileiros - como ele - forçados a viver no exílio. Chico abriu os anos 70 com o demolidor Construção (1971), disco que enfrentava, através de canções extremamente fortes, os ditames ditatoriais. Ainda nessa década, exaltou a liberdade no proibido Calabar, belíssimo espetáculo teatral. Mais uma vez clamou pela preservação dos direitos civis no samba "Apesar de Você". Fez o musical Ópera do Malandro, sucesso em teatro e cinema. Criou a trilha do filme Dona Flor e Seus Dois Maridos, um dos maiores êxitos cinematográficos nacionais. Nos anos 80, compôs trilhas sonoras para balé em parceria com Edu Lobo - O Grande Circo Místico, Dança da Meia-Lua, O Corsário do Rei e, tempos depois, Cambaio. No início da década de 90, enveredou pelos livros com sucesso, com Estorvo, Budapeste e Benjamim. Hoje se alterna entre música e literatura, sempre com desenvoltura e qualidade. Pode não ser tão combativo quanto no passado, mas segue com afiado espírito crítico. É, acima de tudo, um poeta da canção popular.

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4. CAETANO VELOSO
Um ser onipresente na música brasileira
Por Marcus Preto

Não há nada na música popular do Brasil que não esbarre em Caetano Veloso. Assim como a bossa nova de João Gilberto, o tropicalismo (movimento engendrado não só por Caetano, mas principalmente por ele) causou um efeito irreversível: tornou indisponível às gerações posteriores a sua explosão qualquer contato "virgem" com algum outro segmento musical. É involuntário: tudo o que ouvimos hoje - mesmo o que foi criado antes (ou à parte) da existência de Caetano - nos atinge invariavelmente modificado pelos conceitos demolidores colocados por ele naquele momento (e depois), todos já tão assimilados por nossos tímpanos. Mais do que a música, Caetano revolucionou o olhar do Brasil em relação a ela, e em relação a si próprio. A revolução começou no Festival da Record de 1967, em que o baiano apresentou sua marcha-rancho "Alegria Alegria" acompanhado pelas polêmicas guitarras elétricas do grupo de rock argentino Beat Boys. Essa tacada (e as seguintes) não só implodiria os dogmas cravados pela MPB até ali como redefiniria os ouvidos do futuro sobre o que quer que por eles viesse a entrar. E nada mais seria como um dia foi.

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5. JORGE BEN JOR
A estética revolucionária de um gênio autodidata
Por Ricardo Franca Cruz

A ignorância nas artes do violão fez com que ele inventasse um complexo e próprio modo de tocar. Alquimista máximo da negritude e do suíngue brasileiros, em 1963, na estréia com Samba Esquema Novo, não havia nada no mundo que soasse como as canções, o instrumento e a voz que Jorge, então somente Ben, escrevia, tocava e interpretava.

Simples na complexidade, popular na sofisticação, moderno na reinterpretação das influências, encerrava em si dedilhados e batidas de um samba torto e harmonias de uma bossa ingênua com a levada do rock n' roll, como se João Gilberto fosse Chuck Berry. Somados à voz tímida, de timbre ultra-pessoal, resultariam na estética revolucionária que causou o estranhamento dos puristas e despertou admiração e inveja entre vários desta lista. Na década seguinte, abandonaria o violão e, guitarra em mãos, viveu o ápice artístico.

Estabeleceu uma conexão sincretista inédita com a África, incorporando os ritmos negros de raiz, o balanço da soul music e do funk norte-americanos. Buscou na alquimia, no misticismo e nas religiões afro inspiração para escrever. A cada nova geração, Jorge é revisto profundamente a ponto de seus novos e menos inspirados discos passarem despercebidos frente às centenas de músicas eternas que ele registrou.

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6. ROBERTO CARLOS
O artista que é a cara do Brasil
Por Pedro Alexandre Sanches

Nem todo mundo gosta do que vê quando olha o espelho, mas essa é outra questão. O assunto, aqui, é que Roberto Carlos é o espelho do Brasil, no que isso possa ter de bom e de ruim, de ótimo e de péssimo. Talvez nem seja imediatamente classificável como "o melhor" (o melhor cantor, o melhor compositor, o melhor artista, o melhor marqueteiro...), mas ainda assim. Nos últimos quase 50 anos ele tem sido a cara do Brasil. Ponto.

Nesse período, o mito Roberto Carlos se construiu à imagem e semelhança do brasileiro mais típico e comum, com suas fragilidades, hesitações e ilusões românticas, mas também doses cavalares de ternura, transparência, sinceridade, sensibilidade, simplicidade. RC é tão profundamente brasileiro (e estrangeiro) quanto o samba, o futebol, o fusca, o feijão com arroz, o Saci Pererê, a Iracema, a caatinga, a Sonia Braga, o Silvio Santos, Os Trapalhões, o Carnaval... É ou não o suficiente para fazer dele um perfeito retrato vivo do Brasil, seja lá o que você veja em seu espelho?

É. Mas é mais. Lado a lado com Erasmo Carlos, é autor e intérprete de enormidades da canção nacional, como "Se Você Pensa", "As Curvas da Estrada de Santos", "Jesus Cristo", "Sua Estupidez", "Detalhes", "Amigo", "Além do Horizonte", "É Proibido Fumar", "Ilegal", "Imoral ou Engorda", "Quero Que Vá Tudo pro Inferno", uma lista que quase não tem mais fim.

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7. NOEL ROSA
Mito da boemia, ele morreu jovem demais
Por Daniel Benevides

259 músicas em sete anos. todas muito boas, algumas obras-primas. Muitas fizeram sucesso, animaram carnavais, tocaram incessantemente no rádio. Noel Rosa (1910-1937), franzino, mulherengo e boêmio, nascido na Vila Isabel pelo fórceps que lhe marcou o queixo, era gênio. Elevou as letras de samba ao patamar de poesia - poesia satírica, amorosa, social. Fez até poesia experimental, com seu "Gago Apaixonado" e a epistolar "Cordiais Saudações".

Pai do moderno samba urbano, influenciou decisivamente Chico Buarque e tantos outros. Sua carreira meteórica, que acontecia entre aulas de medicina (largou no 3º ano), bares e bordéis, deslanchou a partir do sucesso de "Com que Roupa?", em 1930. Como tantas canções que faria, era autobiográfica: por causa de sua saúde frágil, a mãe escondia suas roupas para que não saísse à noite.

Camarada de malandro e figuras da noite carioca, gostava de compor com parceiros, especialmente Ismael Silva ("Para Me Livrar do Mal") e Vadico ("Conversa de Botequim", "Feitio de Oração"). Mas também compunha bem sozinho ("Fita Amarela", "Palpite Infeliz", "Último Desejo"), na calada da noite, com o indefectível cigarro pendido na boca.

A combinação de tuberculose e boemia foi demais para os pulmões fracos. Como os grandes poetas românticos e míticos astros do rock, morreu com 26 anos. Mas suas canções ficaram, sempre presentes.

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8. CARTOLA
O talento e a pureza de um gênio silencioso
Por Rodrigo Piza

Começou a compor nos anos 20, fundou a Estação Primeira de Mangueira em 1928 e lá pelo final dos anos 30 já andava pelas bocas de cantores como Mário Reis, Francisco Alves e Silvio Caldas: curiosamente, Cartola (1908-1980) desapareceu do cenário musical por mais de 20 anos até ser redescoberto nos anos 60. Apesar de participar do clássico disco Fala Mangueira! (com Carlos Cachaça, Clementina de Jesus, Nelson Cavaquinho e Odete Amaral), lançado em 1968, só foi gravar seu primeiro álbum solo em 1974.

A partir daí, seus sambas poéticos e emocionados transcenderam os limites dos morros e invadiram os corações de artistas e público de todo o país. Em apenas quatro discos (o último é de 1979), Cartola gravou algumas das melhores músicas da história da MPB. "As Rosas Não Falam", "O Sol Nascerá", "O Mundo É Um Moinho" e "Acontece", entre outras maravilhas, tocaram no rádio e foram regravadas à exaustão por outros cantores, fazendo de Cartola uma unanimidade.

Era um homem simples, sem maneirismos ou afetações, retrato de um tempo em que talento era o que bastava para que um grande artista fosse reconhecido.

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9. TIM MAIA
Sem mudar os rumos da música, deixou marcas profundas
Por Ricardo Franca Cruz

Apesar de ser o artista brasileiro que melhor processou a black music norte-americana, ele não revolucionou a música no Brasil. Tim Maia está entre os gigantes "10 mais" desta lista por ter sido Tim Maia - e por tudo que isso acarreta. Obviamente, sem as costas quentes de uma poderosa obra musical, ele aqui não estaria. Mas ainda que ela seja vasta e brilhante, recheada de discos irrepreensíveis, é menor que o mito. Para o bem e para o mal. Se ele não mudou os rumos da nossa música, deixou nela marcas tão profundas, que permanecem até hoje, rejuvenescidas.

De tempos em tempos novos ouvintes buscam o "Tim Maia doidão", o "Tim Maia Racional", o "Tim Maia do uísque e do pó", o "Tim Maia do 'fuma que esse é do Tim!'". E acabam encontrando o Tim Maia de várias faces em uma só, do baião do nordestino ao funkão do negrão. De "Cristina", "Réu Confesso", "Do Your Thing, Behave Yourself", "Idade" e "Pelo Amor de Deus", só para citar algumas dos primórdios - todas não menos que essenciais.

É verdade que a total aderência irracional aos preceitos de uma certa seita nonsense rendeu os dois melhores discos de funk 'n'soul brasileiros. E também que o repúdio racional às mesmas idéias tratou de limar tais obras fundamentais da paisagem nacional. Por essas e por outras, bocudo em uma época em que falar demais fugia totalmente às regras, a falta que um cara como Tim Maia faz em nossa indústria cultural só é comparada a grandiosidade de sua bela voz ou ao seu afiado bom humor.

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10. GILBERTO GIL
Sua carreira se confunde com a história de nossa cultura
Por Antônio do Amaral Rocha

Presente, com sua militância musical ou política, nos principais eventos dos últimos 40 anos, a carreira de Gilberto Gil se confunde com a história de nossa cultura. Com o tropicalismo, o exílio em Londres e o retorno ao Brasil, ele firmou uma militância sempre inventiva e revolucionária na música.

Seu disco londrino (de 1971) apresentou brasilidade mesmo nas canções que não são de sua autoria. Já no Brasil, com Expresso 2222 (72), ele fundiu o que havia de mais moderno do pensamento da época ao mais autêntico da música nordestina.

A coroação políticomusical se deu quando topou ser Ministro da Cultura, em 2003, experiência que provou que Gil sempre soube como ninguém adentrar em todas as estruturas, mexer com elas e sair ileso.

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Lista do 11 ao 100:

11. Dorival Caymmi
12. Pixinguinha
13. Luiz Gonzaga
14. Elis Regina
15. Rita Lee
16. Chico Science
17. Paulinho da Viola
18. Vinicius de Moraes
19. Raul Seixas
20. Milton Nascimento
21. Arnaldo Baptista
22. Maria Bethânia
23. Heitor Villa-Lobos
24. Rogério Duprat
25. Renato Russo
26. Baden Powell
27. Gal Costa
28. Mano Brown
29. Ary Barroso
30. Hermeto Pascoal
31. Ney Matogrosso
32. Tom Zé
33. João Donato
34. Cazuza
35. Carmen Miranda
36. Moacir Santos
37. Erasmo Carlos
38. Wilson Simonal
39. Nelson Cavaquinho
40. Cássia Eller
41. Zé Ramalho
42. Itamar Assumpção
43. Marisa Monte
44. Nara Leão
45. Luiz Melodia
46. Lulu Santos
47. Max Cavalera
48. Adoniran Barbosa
49. Jackson do Pandeiro
50. Marcos Valle
51. Clara Nunes
52. Sergio Mendes
53. Mario Reis
54. Braguinha
55. Elizeth Cardoso
56. Edu Lobo
57. Moraes Moreira
58. Alceu Valença
59. Martinho da Vila
60. Nelson Gonçalves
61. Maysa
62. Naná Vasconcelos
63. João Bosco
64. Lobão
65. Jacob do Bandolim
66. Eumir Deodato
67. Orlando Silva
68. Lupicínio Rodrigues
69. Otília Amorim
70. Egberto Gismonti
71. Lô Borges
72. Marcelo Camelo
73. Marcelo D2
74. Odair José
75. Lanny Gordin
76. Johnny Alf
77. Dolores Duran
78. Jards Macalé
79. Arrigo Barnabé
80. Djavan
81. Lenine
82. Zeca Pagodinho
83. Herbert Vianna
84. Rodrigo Amarante
85. Fred Zero Quatro
86. Lamartine Babo
87. Radamés Gnatalli
88. Francisco Alves
89. Ismael Silva
90. Jamelão
91. Aracy de Almeida
92. Júlio Barroso
93. Guilherme Arantes
94. Marina Lima
95. Arnaldo Antunes
96. Daniela Mercury
97. Pepeu Gomes
98. Edgard Scandurra
99. Liminha
100. DJ Marlboro

Leia sobre estes 90 artistas nas páginas da edição 25 da RS Brasil, outubro de 2008.

Veja também: "Os 100 Maiores Discos da Música Brasileira"

Agradecimentos: Um Que Tenha

* Lembre-se, estes maravilhosos artistas têem seus álbuns disponíveis em várias lojas físicas e virtuais, portanto se você gostar, recomendamos que compre legalmente, para que não desobedeça-mos nenhuma lei, nem tampouco prejudique-mos nenhum artista, editora ou gravadora.

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13 comentários:

Anônimo disse...

é no minimo discutivell«...
djavan e lenine em 80 e 81.
elis em 14
arnaldo antunes em 95
gil em 10
o bosco em 63
"colaboradores especializados na matéria" claro mas não em musica de certeza.
qualquer das maneiras viva a musica brasileira e obrigado por tudo que me deu/dá.

luis carlos em portugal

Henrique disse...

Grande lista, mas não é perfeita, dou nota 7, no máximo. Djavan em 80? Djavan está entre os 10 mais.

Apesar de gostar dos hermanos Camelo e Amarante, e Max Cavalera, Mano Brown e D2, não sei se eles já tem história suficiente para esta lista, ainda mais à frente de tantas pedras fundamentais da música brasileira. Se é para colocá-los na lista, seria entre 80 e 100. Estou sendo gentil, amo Los Hermanos (antes que alguém resolva me dá um tiro).

Agora, nota 10 mesmo, foi o trabalho da equipe do Música Social indicando grandes álbuns destes grandes artistas.

Um abraço monumental!

Henrique.

Anônimo disse...

gil na frente de caymmi? de pixinguinha, de luiz gonzaga? E esses monstros sagrados todos abaixo dos 10? jackson do pandeiro atrás de max cavalera? por pouco não puseram nx zero aí

danterush disse...

Só em ter a daniela mercury nesta lista já me faz questioná-la. Outra coisa, artista com carreira de interprete (maria betânia, gal costa)na frente de monstros da criação como Raul seixas? é no mínimo uma heresia. E esse Dj Marlboro?

Charles disse...

Faltou o Fresno, NX Zero, Charlie Brown Jr e se tem DJ Marlboro tem que ter MC Leozinho.

Poli disse...

Me incomoda muito o fato de Chiquinha Gonzaga não ser nem citada, alguém de sua criatividade e inovação, não só para a época em que compos.

Anônimo disse...

Acredito que vocês estAo malucos pra fazer isto.
Alceu Valença no 58 e Marisa Monte é melhor? Elis Regina alí, a rainha do MPB, longe do primeiros na lista?

Anônimo disse...

Onde está o Humberto Gessinger?

Toda lista é injusta e gera controvérsias, mas essa é ridícula.

Fabiana Regnaud disse...

DJ malboro??? Daniela Mercury? ela faz mùsica? Que lista... Sem Paulo Paulo César Pinheiro, sem o Bola Sete, sem vàrios grandes da nossa mùsica???

Fabiana Regnaud disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Lucas Vieira disse...

Botar a Rita Lee na frente do Arnaldo Baptista e o Mano Brown na frente do Hermeto Pascoal e do Tom Zé foi tenso, depois dessas duas decidi nem ler essa lista até o final.

Anônimo disse...

Essa lista é piada!!! Onde está Elomar Figueira???

Anônimo disse...

Cade o Humberto Gessinger??
Essa lista é muito midializada.