Mônica Feijó

Mônica Feijó é uma cantora baseada em Recife que começou de mãos dadas com o movimento manguebeat desde seu início, foi backing vocal da banda Faces do Subúrbio. Em 2000, lançou seu primeiro álbum, Aurora 5365, voltado sonoramente ao manguebeat, foi apontada pela crítica nacional como musa do movimento. O segundo disco, Sambasala, lançado em 2005, inventariou o samba contemporâneo pernambucano. Esse samba moderno e original deve dar a tônica de seu terceiro CD, em fase de produção que terá DJ Dolores no comando. Tenha o prazer de conhecer...

MP3: Mônica Feijó - Cadê Você
MP3: Mônica Feijó - Eu Tenho Pressa
MP3: Mônica Feijó - É de Fazer Chorar
MP3: Mônica Feijó - Não Deixe o Samba Morrer
MP3: Mônica Feijó - O Que Você Quer de Mim
MP3: Mônica Feijó - Procurando Dum Dum
MP3: Mônica Feijó - Esquina

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God Help The Girl

God Help The Girl é o novo projeto musical de Stuart Murdoch do Belle & Sebastian. Oficialmente, os membros do grupo são, além de Stuart, as vocalistas Catherine Ireton, Brittany Stallings, Anna Miles, Celia Garcia, Dina Bankole e Alex Klobouk. As gravações contaram ainda com os outros membros do Belle & Sebastian, Neil Hannon do the Divine Comedy e uma orquestra de cordas com 45 músicos conduzidos por Rick Wentworth.

O álbum de estréia, também chamado ‘God Help The Girl’, será lançado oficialmente em 22 de junho próximo via Matador Records na America do Norte e na Europa pela Rough Trade Records. Precedido pelo single da canção “Come Monday Night” no próximo 11 de maio. Mas claro, ambos já circulam na grande rede, a banda já disponibilizou para download gratuito o primeiro single e o álbum há pouco vazou na blogosfera e é uma beleza.

MP3: God Help The Girl - “Come Monday Night”

* Confira aqui, num post anterior, 3 canções em suas primeiras versões.



Eis as listas de faixas e vocalistas de cada canção:

01. Act of the Apostle (Catherine Ireton)
02. God Help The Girl (Catherine)
03. Pretty Eve In The Tub (Stuart, Catherine)
04. A Unified Theory (instrumental)
05. Hiding Neath My Umbrella (Catherine, Stuart)
06. Funny Little Frog (Brittany Stallings)
07. If You Could Speak (Catherine, Anna Miles)
08. Musician Please Take Heed (Catherine)
09. Perfection as a Hipster (Neil Hannon, Catherine)
10. Come Monday Night (Catherine)
11. Music Room Window (instrumental)
12. I Just Want His Jeans (Asya)
13. Iʼll Have To Dance With Cassie (Catherine)
14. A Down and Dusky Blonde (Dina Bankole, Catherine, Celia Garcia, Brittany, Asya)



Ouça o álbum/Listen the album God Help The Girl:



Release:
‘God Help The Girl’ is a story set to music, which Stuart Murdoch has been working on intermittently for the last five years, its origin in some songs that were written while Belle and Sebastian were touring ‘Dear Catastrophe Waitress’ in 2004. Stuart explains:

"I was out for a run and I got this tune in my head and it occurred to me that it wasn't a Belle & Sebastian song. I could hear female voices and strings, I could hear the whole thing, but I just couldn’t envisage myself singing it with the group.”

As more songs emerged, a shape and theme began to develop, before the music was actually recorded, or the vocalists found to take on the parts.

“All the time I was touring with Belle and Sebastian, I was putting aside songs for certain characters,” he says, “and at one point I realised, that it would make sense to string them together to form the backbone of a musical narrative.”

The hunt was then on to find some great new voices to put to use during the recordings. A competition where singers could add their vocals to the demo recordings of ‘Funny Little Frog’ and ‘The Psychiatrist Is In’ was posted on the iMeem social networking site and attracted around 400 entries. From these, Brittany Stallings (Olympia, Washington) and Dina Bankole (Jackson, Michigan) came to Glasgow in February 2008 to rehearse and record some parts, Brittany making the lead vocal part on ‘Funny Little Frog’ her own.

Among those who auditioned early in the process was Catherine Ireton, who had moved from Limerick to Glasgow, a friend of a friend, who had previously appeared on the sleeve of Belle and Sebastian’s last single, ‘The White Collar Boy.’ She took on the lead vocals for the majority of the songs on the record.

The recording continued during 2008, with a total of nine different singers (including Neil Hannon from the Divine Comedy and Asya from American teen trio, Smoosh) joining the members of Belle and Sebastian over the course of a few months. During this, Mick Cooke’s orchestral arrangements were recorded in London with the orchestra before the finishing touches were applied in Glasgow.

The result is a breathtaking record from one of pop’s most singular voices, combining the strengths and feel of the early Belle and Sebastian records in a broader musical palette, which draws equally on musicals, sixties’ girl groups, eighties’ indie and, most of all, classic pop records. And, in Catherine, Stuart has found a rare talent - her clear, lilting vocals bringing to life the characters in Stuart’s imagination and making for an ambitious and engrossing musical journey.
Links: site | myspace | imeem | matadorrecords | musicasocial

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Jarvis Cocker - Angela [MP3/VIDEO]

Jarvis Cocker, ex-Pulp, está lançando seu segundo álbum solo, Further Complications, via Rough Trade Records, com produção de Stevie Albini e previsão para 18 de maio próximo. O primeiro single é "Angela", um rock básico, curto e direto e com a marca inconfundível de Cocker. O álbum segue a mesma linha mas, com uma balada aqui, uma levada disco ali, para não perder o costume. Vale conferir.

MP3: Jarvis Cocker - Angela [+mp3]



Algumas canções do primeiro solo de Cocker, intitulado Jarvis de 2006:
MP3: Jarvis Cocker - Fat Children
MP3: Jarvis Cocker - Don't Let Him Waste Your Time
MP3: Jarvis Cocker - One Man Show
MP3: Jarvis Cocker - Big Stuff
MP3: Jarvis Cocker - Loss Adjuster

Tour dates:
29/05/09, Primavera Sound Festival, Barcelona
31/05/09, Vega, Copenhagen
02/06/09, Fabrik, Hamburg
03/06/09, Rockhal, Luxembourg
04/06/09, Bataclan, Paris
10/06/09, Express Ballroom, Blackpool
12/06/09, ABC, Glasgow
16/06/09, Dome, Brighton
17/06/09, Troxy, London
19/06/09, Ejekt Festival, Athens
24/07/09, Secret Garden Party, Huntingdon
08/08/09, Berlin Festival, Berlin

Links: jarviscocker.net | myspace | roughtraderecords

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Renata Adegas

Renata Adegas é uma gaúcha que estuda música desde adolescente, se formou em balé clássico, estreou como cantora com 17 anos e se tornou uma das melhores revelações da cena musical de Porto Alegre, primeiro como integrante da banda Soul Addition e depois percorrendo o circuito dos bares como solista, cantando samba e soul de uma forma bem diferente do que se ouve, mais cool, mais contido, mais melodioso, explorando a sua bonita voz.

Ano passado, ela lançou seu álbum de estréia, Sambô traz dez canções, sendo que cinco foram compostas pela artista em parceria com Michel Dorfman. As outras cinco são da lavra de Fernando Corona, Gonzaguinha, Maurício Tapajós, Paulo César Pinheiro e Cláudio Lins. Renata é mais uma cantora de talento e personalidade da riquíssima safra dos anos 2000.

MP3: Renata Adegas - Cara de Pau
MP3: Renata Adegas - Recado
MP3: Renata Adegas - Oi Oi Oi
MP3: Renata Adegas - Simples
MP3: Renata Adegas - Louca

Site: www.renataadegas.com.br
MySpace: www.myspace.com/renataadegas

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imprevisíveis

Os Imprevisíveis ou imprevisíveis é o mais novo (?) projeto de Marcelo Camelo, apresentado no MySpace no fim de outubro, e lá não se encontra nenhuma informação sobre a banda que conta também com o ex-empresário do Los Hermanos, Alex Werner e uma bela garota chamada Tati Ornelas e o quarto integrante não conseguimos identificar. As músicas postadas na página são instrumentais, totalmente experimentais, de difícil assimilação, quase anti-músicas e levam como nomes algarismos romanos.

MP3: imprevisíveis - III
MP3: imprevisíveis - vez2 imprevijazz

MySpace: www.myspace.com/imprevisiveis

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Green Day - Know Your Enemy [MP3/VIDEO]

O Green Day está para lançar seu mais novo álbum, 21st Century Breakdown será um disco conceitual sobre a um jovem casal e será dividido em três atos distintos. Antes disso, o trio solta o primeiro single, "Know Your Enemy" já circula na blogosfera, também aqui, em áudio e video.

MP3: Green Day - Know Your Enemy



MP3: Green Day - Know Your Enemy

Eis a capa e o tracklist de 21st Century Breakdown:
ACT I: HEROES AND CONS
Song of the Century
21st Century Breakdown
Know Your Enemy
¡Viva La Gloria!
Before The Lobotomy
Christian's Inferno
Last Night On Earth


ACT II: CHARLATANS AND SAINTS
East Jesus Nowhere
Peacemaker
Last Of The American Girls
Murder City?
Viva La Gloria? (Little Girl)
Restless Heart Syndrome


ACT III: HORSESHOES AND AND HANDGRENADES
Horseshoes and Handgrenades
The Static Age
21 Guns
American Eulogy:
a) Mass Hysteria
b) Modern World
See The Light




Green Day tour dates:
July:
3rd Seattle, WA
4th Vancouver, BC
6th Edmonton, AB
7th Saskatoon, SAS
9th Winnipeg, MAN
10th Fargo, ND
11th Minneapolis, MN
13th Chicago, IL
14th Detroit, MI
16th Hamilton, ONT
17th Ottawa, ONT
18th Montreal, QUE
20th Boston, MA
21st Philadelphia, PA
22nd Pittsburgh, PA
24th Hartford, CT
25th Albany, NY
27th New York, NY
29th Washington, DC
31st Nashville, TN
August:
1st Atlanta, GA
3rd Tampa, FL
4th Miami, FL
5th Orlando, FL
7th New Orleans, LA
8th Houston, TX
9th San Antonio, TX
11th St. Louis, MO
12th Kansas City, MO
13th Omaha, NE
15th Denver, CO
16th Salt Lake City, UT
18th San Jose, CA
20th San Diego, CA
21st Las Vegas, NV
22nd Phoenix, AZ
24th Sacramento, CA
25th Los Angeles, CA



Site: www.greenday.com
MySpace: www.myspace.com/greenday

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Guster - Live at Whittemore Center Arena, April 16, 2009

Guster ao vivo no Whittemore Center Arena, em Durham, NH, à alguns dias atrás, em 16 de abril de 2009. Ótimo apresentação da banda, onde eles tocam as canções mais siguinificativas de sua carreira e mostraram algumas das novas canções de seu álbum vindouro. Divirta-se!

Setlist:
1. What You Wish For
2. Captain
3. Hang On
4. Amsterdam
5. Ramona
6. G Major
7. Barrel Of A Gun
8. Come Downstairs & Say Hello
9. Bad Bad
10. Manifest Destiny
11. One Man Wrecking Machine
12. Jonah
13. UNH Grope Machine
14. Airport Song
15. Satellite
16. Hava Nagila
17. Demons
18. Center Of Attention
19. Fa Fa
Encore:
20. Ruby Falls
21. C'mon
22. Happier

DOWNLOAD full show | BAIXAR show completo



Guster tour dates:
• 4/17/09, Philadelphia, PA, University of Pennsylvania
• 4/19/09, Dayton, OH, University of Dayton
• 4/21/09, Fayetteville, AR, University of Arkansas
• 4/22/09, Austin, TX, Stubb's
• 4/24/09, Richmond, VA, University of Richmond
• 4/26/09, Syracuse, NY, Syracuse University
• 4/29/09, Madison, WI, University of Wisconsin
• 4/30/09, Milwaukee, WI, Marquette University
• 5/02/09, Reading, PA, Albright College

Links: site | myspace | tour journal | studio journal | facebook | twitter | lastfm | wikipedia

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Yeah Yeah Yeahs - It's Blitz (2009) [RE:POST]

Os Caçadores da Arca Perdida

Em seu terceiro disco, trio nova-iorquino Yeah Yeah Yeahs abandona as guitarras sujas e distorcidas para recuperar o que a década de 80 tinha de melhor

[Por André Barcinski, na Bravo!]

A manchete poderia ser: "Yeah Yeah Yeahs faz o melhor disco dos anos 80 de 2009".

O Yeah Yeah Yeahs é um trio do Brooklyn, em Nova York, liderado no estúdio pelo talentoso guitarrista Nick Zinner e no palco pela carismática musa indie Karen O. A banda começou fazendo uma releitura chique do punk rock nova-iorquino dos anos 70, com um senso de estilo que levou Karen O. diretamente para as revistas de moda. Um som sujo e retrô para pessoas limpinhas e modernosas.

Em seu terceiro CD, It's Blitz, o Yeah Yeah Yeahs abandona os anos 70 e embarca de vez nos 80. Saem guitarras distorcidas e entram sintetizadores. A sujeira punk foi substituída por um verniz eletrônico, com um olho nas pistas de dança. Só para ficar em duas influências nova-iorquinas, é como se eles deixassem de lado o Television para abraçar o Blondie.

É sempre bom lembrar que os 80 não foram só Cyndi Lauper e Karate Kid; houve também The Cure, Siouxsie and the Banshees e o David Bowie da fase Let's Dance, todos influências claras em It's Blitz. Impossível não lembrar de Siouxsie Sioux quando se ouvem as texturas dos teclados em Heads Will Rolll ou os vocais sussurrados de Karen O. em Soft Shock. Esta, aliás, é uma das melhores do disco, uma melodia doce como uma música de ninar.

Fãs das antigas — e o mundo indie é cheio de porteiros que se julgam donos do prédio — certamente vão reclamar da ausência das guitarras de Nick Zinner, que só aparecem de verdade em músicas que soam deslocadas do todo, como as pauladas Dull Life e Shame and Fortune. Mas a verdade é que Zinner está em outra. Suas guitarras não sumiram, apenas estão escondidas sob sintetizadores ou camufladas com efeitos.

Quando se leva a sério demais, It's Blitz dá uma escorregada — mais claramente na chatinha Runaway, balada autoindulgente e pretensiosa, com seu clima pseudo-operístico que não faria feio num disco da Celine Dion. Felizmente, Karen O. volta ao mundo real a tempo: Dragon Queen, com vocais de apoio de Tunde Adebimpe (do grupo TV on the Radio), é a melhor música que David Bowie não faz há muito tempo, com uma levada meio Depeche Mode e uma guitarra-base linda em sua simplicidade. Mas o grande destaque do disco é mesmo sua abertura, Zero, já candidata a hino das pistas alternativas em 2009, com um vocal deliciosamente lânguido e um teclado que não tem vergonha de copiar os Pet Shop Boys. Dançante e direto ao ponto.

Com It's Blitz, o Yeah Yeah Yeahs volta no tempo para se renovar. E consegue uma façanha: continuar chique mesmo bebendo nos anos 80.

[André Barcinski é jornalista e proprietário da casa noturna paulistana Clash Club.]

Eis a capa e a lista de faixas:

Yeah Yeah Yeahs
It's Blitz
2009

Tracklist:
1. Zero
2. Heads Will Roll
3. Soft Shock
4. Skeletons
5. Dull Life
6. Shame And Fortune
7. Runaway
8. Dragon Queen
9. Hysteric
10. Little Shadow

Bonus tracks:
11. Soft Shock (acoustic)
12. Skeletons (acoustic)
13. Hysteric (acoustic)
14. Little Shadow (acoustic)



Próximos Shows:
- 22 abr 2009, Academy [SOLD OUT!!!], Manchester
- 24 abr 2009, Roundhouse (Camden Crawl), London
- 25 abr 2009, Shepherds Bush Empire [SOLD OUT!!!], London
- 26 abr 2009, Shepherds Bush Empire [SOLD OUT!!!], London
- 29 abr 2009, Paradiso, Amsterdam
- 30 abr 2009, Bataclan [SOLD OUT!!!], Paris
- 02 mai 2009, Polsslag Festival, Hasselt
- 03 mai 2009, Live Music Hall, Cologne
- 04 mai 2009, Magazzini Generali, Milan
- 06 mai 2009, Columbiahalle, Berlin
- 08 mai 2009, Debaser Medis, Stockholm
- 10 mai 2009, Ramat Gan National Stadium, Tel Aviv
- 23 mai 2009, Sasquatch Festival, Quincy, Washington
- 06 jun 2009, Live 105 BFD @ Shoreline Amphitheatre, Mountain View, California
- 12 jun 2009, Bonnaroo, Manchester, Tennessee
- 24 jun 2009, T-Mobile In Music Festival, Zagreb
- 26 jun 2009, St. Gallen Festival, St. Gallen
- 27 jun 2009, Le Rock Dans Tous Ses Etats, Evreux
- 30 jun 2009, Openair Arena, Vienna
- 01 jul 2009, Roxy, Prague
- 03 jul 2009, Eurockeenes, Belfort
- 04 jul 2009, Werchter Festival, Werchter
- 05 jul 2009, Roskilde, Roskilde
- 07 jul 2009, Docks, Hamburg
- 10 jul 2009, T In The Park, Kinross, Scotland
- 11 jul 2009, Oxegen Festival, Punchestown, Dublin
- 31 jul 2009, All Points West, Jersey City, New Jersey
- 29 ago 2009, Leeds Festival, Leeds
- 30 ago 2009, Reading Festival, Reading

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Ultraje a Rigor "dá 3 a troco de nada"

Ultraje a Rigor disponibilizou em sua página no MySpace para audição e também em sua página no ReverbNation para audição e também download gratuito, três músicas inéditas que deverão fazer parte de seu sétimo álbum de estúdio, ainda em estado embrionário, intitulado Música Esquisita a Troco de Nada. As músicas são "Nossa, que Cabelo Bonito!", "Vida de Bebê" e "Amor", compostas com o humor que caracteriza a obra da banda de Roger Moreira. A idéia do projeto é ir disponibilizando de graça o repertório do disco na medida em que os temas forem gravados.

MP3: Ultraje a Rigor - Nossa, que Cabelo Bonito!
MP3: Ultraje a Rigor - Vida de Bebê
MP3: Ultraje a Rigor - Amor


Ultraje%20a%20rigor
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Blogosfera: Qual o Futuro da Música

Qual o Futuro da Música

O grupo Radiohead, que vem neste mês ao Brasil, abriu a temporada de previsões sobre as mudanças na arte de compor e veicular canções. Das ideias levantadas, saiba o que faz sentido e o que é só especulação

[Por Arthur Dapieve, para a Bravo!, em 10/03/2009]

O já clássico CD In Rainbows não prometia apenas um pote de ouro ao fim da jornada. Lançado em outubro de 2007, o sétimo e mais recente álbum de estúdio do grupo britânico Radiohead, que vem neste mês ao Brasil, acenava para o mundo da música com toda uma nova província repleta de minas de ouro. Primeiro, o grupo disponibilizou o disco inteiro para download na sua página na internet. O fã poderia pagar o que quisesse, a partir de nada. Se, no entanto, pagasse 40 libras (cerca de R$ 130 hoje), recebia em casa uma edição especial com In Rainbows em CD e em dois LPs de 45 rpm, mais um CD de faixas-bônus e dois encartes. Multicoloridos, naturalmente.

Foi uma jogada criativa, ousada e, não fosse o Radiohead oriundo da universitária Oxford, intelectualizada: ao mesmo tempo em que na prática propunha um novo estilo de comercialização, o esquema desafiava o internauta: "Quanto você acha que vale o nosso trabalho?". A partir dessa antevisão de um possível futuro, os profetas do ramo se lançaram a inúmeras predições de curto ou curtíssimo prazo. Portanto, um ano e meio depois do lançamento de In Rainbows, e às vésperas dos longa e ansiosamente aguardados shows do grupo no Rio de Janeiro e em São Paulo (leia mais sobre a banda a partir da página 34), faz sentido checar a realidade de dez delas.

1- O método de vender música sem que ela tenha um preço definido vai se popularizar, estabelecendo uma relação direta de mercado?

TALVEZ. Popularizar talvez não seja bem a palavra. Multiplicar, sim. Porque, sejam elas grandes ou pequenas, somente bandas com um público fiel (cada vez mais raras) podem se arriscar numa empreitada como In Rainbows. Nela, do mesmo modo que o artista tem de confiar no fã a fim de não receber uma banana em troca, o fã tem de confiar no artista para gastar o seu ganha-pão. Por ter cultivado a audiência em 20 anos de carreira, o Radiohead foi extremamente bem-sucedido. Botou o disco na internet, captou dinheiro sem a custosa intermediação de sua antiga gravadora (a EMI), despachou os kits especiais pagos pelos fãs mais abonados e ainda botou o CD nas lojas. Então, para surpresa quase geral, In Rainbows de cara atingiu o topo das paradas inglesa e americana em janeiro de 2008. Nos EUA, isso correspondeu a 122 mil cópias vendidas "normalmente", isto é, no balcão. Menos da metade que Hail to the Thief, de 2003, vendeu na sua primeira semana. Mais do que o Radiohead teria vendido se não tivesse posto In Rainbows para download, como declarou na ocasião um dos empresários da banda, Bryce Edge, ao New York Times. Naturalmente, outros tipos de comércio direto entre artistas e fãs já existem e são viáveis (vendas em sites próprios ou na porta de concertos, consórcio de ouvintes etc.), mas em todos eles a lacuna "preço" já vem preenchida. Quem mais se arrisca a dar a cara a tapa?

2- O CD vai mesmo acabar em cinco anos? Qual será o impacto cultural disso?

NÃO. Apesar de gigantes do ramo, como a Warner, trabalharem com a perspectiva de o CD sumir da face da Terra nesse prazo, tal cenário apocalíptico é cada vez menos provável. O que (não) aconteceu com o vinil agora serve de paradigma para o que (não) vai acontecer com o CD. Em meados dos anos 80, dizia-se que este varreria aquele do mercado. Embora, no primeiro momento, isso quase tenha se concretizado, o LP foi voltando, e voltando com força cada vez maior, a ponto de alguns dos principais lançamentos de 2007 (como Favourite Worst Nightmare, dos Arctic Monkeys, um fenômeno da internet) terem vendido mais em vinil do que em CD na Grã-Bretanha. Logo, o CD deve-se tornar outro importante nicho, abastecido por selos como o americano Light in the Attic e suas caprichadíssimas reedições, de Karen Dalton ou Betty Davis. Uma das razões para isso é que o CD ainda tem uma qualidade sonora muito maior do que a música disponível na internet para download — o que faz com que ele proporcione uma experiência musical muito mais rica (veja item 10). De qualquer forma, a quebra do virtual monopólio do CD no mercado já gerou importantes mudanças culturais.

3- Os artistas deixarão de pensar sua obra em álbuns e pensarão música a música?

SIM. E essa é uma das mais importantes mudanças culturais. De certa forma, porém, essa também é uma volta às raízes. Até os anos 40, a música era comercializada uma a uma (normalmente com um lado B de contrapeso). Os artistas as lançavam em compactos, ou singles, de 45 rpm. A partir do advento dos espaçosos LPs de 33 rpm é que os mais bem-sucedidos passaram a reunir seus compactos já testados e aprovados pelo público nesse "álbum". Alguns elevaram essa maneira de pensar ao status de arte, concebendo álbuns em que todas as músicas se interligavam, criando um conceito — como os Beatles em Sgt. Peppers. Com o tempo, o próprio álbum tornou-se moeda corrente: qualquer zé-mané estreante gravava logo um LP inteiro sem ter feito por merecê-lo. Muita música ruim foi produzida dessa forma... Mesmo artistas competentes nem sempre conseguiram estar lá muito inspirados por dez ou 12 faixas seguidas. E tome encheção de linguiça... Nos anos 70, a crítica musical dizia com frequência que duas ou três faixas já justificavam, por si sós, a aquisição de determinado LP; hoje, ela seria apedrejada se sugerisse algo parecido. Álbuns continuarão existindo, claro, mas cada vez mais restritos a quem tem algo a dizer.

4- E os ouvintes mais jovens, da geração iPod? Eles já têm esse tipo de relação com a música? Faixa a faixa, e não por álbum?

SIM. A garotada já nasceu num mundo em que o compacto voltou a imperar. Assim, cada música precisa ganhar a sua disputadíssima atenção... Antes de logo ser trocada por outra, como no shuffle do iPod. Se, por exemplo, o guri ouve Beirut pela primeira vez na minissérie Dom Casmurro, não vê por que comprar o EP Lon Gisland importado. (EP é o meio-termo entre o compacto e o álbum.) Elephant Gun, a música usada na TV, é baixada sozinha. Entretanto, ela é bonita o bastante para atiçar a sua curiosidade por mais músicas compostas por Zach Condon... Esse guri nada hipotético pode baixar o EP e os dois álbuns do Beirut inteiros... E, se virar fã de carteirinha e quiser melhor qualidade de som, ainda pode, quem sabe, comprar os CDs... Mais uma vez, o talento separa o joio do trigo. Pirataria? Pirataria é copiar discos em série para vender.

5- Em vez de CDs, os artistas lançarão seus trabalhos em sites?

SIM. Isso tem acontecido cada vez mais. Não só como possibilidade de venda direta, mas, sobretudo, como teste/aperitivo de uma música. Se bem recebida pelos fãs, tal música pode, ou não, vir a fazer parte de um álbum "à moda antiga". No Brasil, por exemplo, Leoni tem feito isso regularmente em seu site, à base de uma nova música por mês. Até agora, ele já apresentou sete novas canções (como a bela É Proibido Sofrer, parceria com a sua mulher, a atriz Luciana Fregolente) e vai disponibilizar para download gratuito mais cinco. As12 devem formar o seu próximo álbum, um álbum já testado e aprovado na internet.

6- Com esses lançamentos em sites, haverá interatividade como nos CDs do Beck?

TALVEZ. No já longínquo final de 2004, Beck vazou Guero na internet, num mix provisório. Em março do ano seguinte, o álbum foi lançado física e oficialmente. Seguiram-se uma edição especial, com sete faixas extras, som 5.1 e arte interativa, e um disco de remixes, Guerolito. Sem falar nas incontáveis versões feitas por fãs. Foi um auê. De lá para cá, o americano tornou-se um dos artistas que melhor pensam a passagem de uma cultura digital ainda baseada em suportes concretos para uma cultura inteiramente digital, quase abstrata. "São formatos diferentes e inspiram abordagens distintas", disse à revista Wired em 2005. "É hora de o álbum abraçar a tecnologia." CDs que "abrem" conteúdo exclusivo (e passivo) na internet não eram novidade quando ele lançou Guero. Contudo, Beck vislumbrou um futuro mais complexo. Tão complexo, aliás, que por enquanto bem poucos conseguiram chegar a ele. Um dos que chegaram foi o cantor Trent Reznor, do grupo Nine Inch Nails. Entre outras coisas, ele ofereceu jogos de realidade virtual e fez os fãs remixarem suas músicas.

7- Vão acabar os popstars, os artistas que marcam uma geração, como os Beatles nos anos 60 ou Madonna nos 90? Iniciaremos uma era de cauda longa em que cada vez mais artistas venderão cada vez menos de seus discos, como escreveu o jornalista americano Chris Anderson?

NÃO. O rabo cresceu, ampliou-se e vai continuar espichando, certamente: dia a dia, há cada vez mais candidatos a ídolos em oferta enquanto a procura dos fãs é cada vez mais dispersa. Nos tempos pré-digitais já vinha sendo mais e mais difícil "chegar lá" porque os termos de comparação são sempre cumulativos: cada garoto que pega numa Fender Stratocaster pela primeira vez hoje tem de se medir por todos os outros garotos que pegaram numa Fender Stratocaster antes dele, não só com Eric Clapton — ao menos se quiser viver disso. Com a cultura digital, a competição se tornou mais dramática, mas ainda há vagas para ídolos. Os Arctic Monkeys, por exemplo, que se popularizaram a partir do boca-a-boca gerado na internet, bem podem ser os grandes astros desta geração. E a web alarga o espaço para fenômenos localizados, para estrelinhas como Mallu Magalhães.

8- A facilidade dos arquivos digitais acelera o processo de banalização da música?

SIM. Desde que a música passou a ser gravada, em fins do século 19, esse processo está em andamento. Antes do advento das gravações, ouvir música implicava sair de casa, reunir-se aos concidadãos, apreciar uma execução única de uma obra de Brahms. Havia uma dimensão meio sagrada nisso. Com os discos físicos, a música passou a ser consumida a qualquer momento, em casa, solitariamente, em família ou entre amigos, em torno do último LP dos Beatles. Ainda havia algo de mágico e misterioso nesse tour. Hoje, os aparelhos portáteis com fones de ouvido carregam Britney Spears o tempo todo, por todos os lugares, num vício solitário. Escuta-se tanta música que já não se ouve quase música alguma. Nossa sociedade tem horror ao silêncio, talvez por nele pressentir a morte. "O resto é silêncio", diz Hamlet. Porém, é o silêncio que dá sentido à música.

9- O artista viverá dos shows e não das gravações?

SIM. Essa já é uma realidade há bastante tempo para os nomes bem-sucedidos, como Caetano Veloso ou Paralamas do Sucesso. Tanto que, diante da crise em suas outrora infinitas terras, algumas gravadoras pressionaram para se tornar sócias de seus contratados também nas turnês. Todavia, o caso mais criativo e notório é o da Banda Calypso, que pirateia os próprios discos. Os vendedores que correm ruas e praias do Norte-Nordeste com sistemas de som armados sobre carrinhos estimulam o público a ir aos seus shows, que são onde de fato Joelma e Chimbinha ganham a vida.

10- Os novos formatos desprezam frequências da música, levando à perda da riqueza e da profundidade do som?

SIM. O arquivo mais comum, o de 256 kbps, comprime a música de tal forma que joga fora as frequências nas "beiradas" do espectro, as mais agudas e as mais graves — que, no entanto, são preservadas no CD e, em menor grau, até no velho LP. No MP3, fica uma maçaroca monótona, chapada, que tende a cansar o ouvido e fazer toda música soar como a mesma. O Radiohead, na hora de dar In Rainbows de presente, comprimiu-o mais, em 160 kbps. Não dava para amplificar e tocar na festinha. Por outro lado, em 2008, quando o Nine Inch Nails ofereceu o álbum Slip para download gratuito ("como agradecimento pelo apoio constante" dos fãs), já o fez em cinco formatos: do MP3 de alta qualidade ao Wave 24/96, som melhor do que o de um CD — desde, é óbvio, que se tenha um bom som acoplado ao computador, não umas caixinhas de papel. Arquivos pesados afugentam o ouvinte casual, certo, mas quem ama a música de paixão precisa deles: ouvir, de verdade, o que o artista tem a dizer e reagir a isso emocionalmente ainda é a experiência interativa por excelência.

* Artur Dapieve é jornalista e escritor, autor de BRock - O rock brasileiro dos anos 80, De Cada Amor Tu Herdarás só o Cinismo, Black Music, entre outros.

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David Cronenberg's Wife

David Cronenberg's Wife, banda britânica baseada em Londres, capitaneada por Tom Mayne, depois de lançarem dois singles e apresentações concorridas que causaram frisson no meio indie, lançaram seu álbum debut, Bluebeard's Rooms passeia no que estão chamando de anti-folk, mas tem mesmo suas raízes no pós-punk.

Além de Tom Mayne (vox, guitar), a brigada conta com Stuart Saunderson (drums), Thom Alder (violin, guitar), Rhi Tucker (bass, keys) e mais Mark Watts (guitar) e Ian Button (bass). O segundo single, "My Best Friend's Going Out With A Girl I Like", é um clássico instantâneo do rock inglês.

MP3: David Cronenberg's Wife - My Best Friend's Going Out With A Girl I Like
MP3: David Cronenberg's Wife - I Couldn't Get Off
MP3: David Cronenberg's Wife - Runaway Pram
MP3: David Cronenberg's Wife - Pale Skinned Girl
MP3: David Cronenberg's Wife - Where is Lucy Leveugle?

Live, 12 Bar, London, 11/8/2007:
MP3: David Cronenberg's Wife - Jonny Bentham's Dilemma (Live)
MP3: David Cronenberg's Wife - Runaway Pram (Live)
MP3: David Cronenberg's Wife - Stretch Out (Live)
MP3: David Cronenberg's Wife - Coming To Your Hometown (Live)



Official site
MySpace page

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Blogosfera: Compartilhar é preciso?

Compartilhar é preciso?

Quem propaga informações pela internet vê seus arquivos, disponíveis para aquisição comercialmente ou não, desaparacerem. Tirar do ar os conteúdos resolverá a situação das gravadoras?

[Por Laila Abou Mahmoud, da Bravo!]

Os últimos capítulos da cruzada empreendida por gravadoras, estúdios e entidades anti-pirataria contra o compartilhamento de produtos culturais pela Internet mostram que a disputa no mundo virtual está mais forte do que nunca. Nessa segunda-feira, 16 de março, quase 756 mil membros da comunidade do orkut Discografias ficaram sem seu passaporte para baixar obras inteiras de artistas para download. Uma nota publicada no Orkut explica que o Google tomou essa decisão devido à pressão de órgãos de defesa de direitos autorais como a APCM (Associação Antipirataria de Cinema e Música).

Não é a primeira vez que sites que compartilham áudios e vídeos - muitos deles não acessíveis comercialmente - são tirados do ar. Canais do YouTube como o Aberturas de Novelas e o blog Som Barato foram fechados em condições aparentemente semelhantes. Ambos foram notificados e, de acordo com seus donos, respeitaram os avisos, tirando imediatamente do ar os conteúdos considerados ilegais. Mesmo assim, foram eliminados da rede.

O analista de sistemas Bruno Rodrigues foi um dos que viu seu site sumir de repente. Ele comandou o blog Som Barato até seu conteúdo ser excluído, em setembro de 2008. O endereço contabilizava um total de 6 milhões de visitas, com uma média diária de 10 mil pageviews. Era um ponto de encontro de amantes de música brasileira com pouco mais de 2 mil álbuns disponíveis para download. "O site disponibilizava um acervo de frevo e música psicodélica setentista recifense, por exemplo, que não existia em outro lugar na internet, muito menos no mercado", conta Rodrigues.

A notificação que causou o encerramento da conta estava relacionada a discos comercializados pela Biscoito Fino. Rodrigues explica que o site continha 25 discos do catálogo da gravadora e, por isso, foi notificado pelo departamento jurídico do Google. "Eu prontamente tirei, porque a ideia nunca foi peitar gravadora", diz, lembrando ainda que o site era uma forma de divulgação dos artistas. "Nos sentimos na liberdade de postar uma nota de repúdio ao pedido da gravadora, que na nossa opinião, só tem a perder mercado se continuar se mostrando alheia à internet e sua evidente troca de mídias", argumenta.

Hoje, o Som Barato ainda existe, capitaneado por outras pessoas. E a questão da legalidade foi contornada por meio da tecnologia BitTorrent. "O novo site é apenas um apontador para arquivos torrents que são postados pelos leitores em servidores do Pirate Bay, que não tem nada a ver com o Som Barato", conta. Essa tecnologia tem sido cada vez mais adotada pelos deletados virtuais. Isso porque, como se trata de uma rede completamente descentralizada, em que vários usuários ao mesmo tempo enviam e recebem pedaços de arquivos de várias pessoas, há uma grande dificuldade de culpabilizar uma única pessoa pelo download. Ou de tirar os conteúdos do ar.

Fabio Sexugi, o criador do Canal Aberturas de Novelas, também afirmou ter se disposto a obedecer à notificação da Sony que reportava conteúdo supostamente ilegal - um vídeo de 15 segundos que mostrava a Turma do Balão Mágico cantando com Fábio Jr. "Era um trechinho que nem chegava ao refrão", diz o aficcionado por aberturas de novelas que as gravava em fitas VHS desde a década de 90. Mesmo assim, em 29 de janeiro desse ano o canal, então com 1244 vídeos, foi tirado do ar. Pouco depois de outro semelhante, o Mofo TV, ter sido apagado e, dias mais tarde, migrar para o MySpace. O canal nasceu de uma comunidade que conta até hoje com mais de 10 mil membros no Orkut.

O responsável por 90% do material do Aberturas de Novela condena o prejuízo do lucro de gravadoras, estúdios e redes de TV. Por isso mesmo, deixava um recado no site explicando que não era para usuários copiarem os trechos, apenas para assisti-los. E afirma não entender o porquê da proibição do conteúdo pelo qual foi notificado. "Não acredito que a Sony tenha interesse em relançar esse vídeo", diz. Hoje ele estuda a possibilidade de colocar novamente os conteúdos no ar, mas ainda não decidiu onde e em qual formato. Ironicamente, os arquivos gravados por Sexugi estão disponíveis ainda hoje na rede graças à desobediência dos usuários, que os disponibilizam agora em outros canais e sites.

Sexugi é professor de latim, morador de Peabiru (PR). Ele postava seus vídeos na hora do almoço e em outras folgas. Assim como ele, a grande maioria dos que disponibilizam esses materiais não são remunerados para isso. "A motivação é compartilhar, ter contatos com outras pessoas que gostam dos mesmos conteúdos", explica o criador do Aberturas de Novelas que ficou conhecido por, ao final de cada vídeo, colocar imagens de pessoas desaparecidas.

Outro site que teve seu fechamento solicitado pela APCM foi o Legendas.tv, ferramenta fundamental para os fãs de séries que não falam inglês. No início de fevereiro ele foi notificado, mas não chegou a fechar definitivamente. Os organizadores preferiram migrar de datacenter e, hoje, a hospedagem depende do julgamento do Pirate Bay, na Suécia.

Procurado pela reportagem, o Youtube afirmou apenas que não comenta casos específicos, mas que o procedimento padrão é excluir os conteúdos somente após três violações dos termos de uso - o que não se encaixaria em muitos dos casos relatados.

Para o doutor em direito das relações sociais e especialista em direito de comunicação Cláudio José Langroiva Pereira, "a sociedade é muito mais rápida que a legislação". Segundo ele, uma das primeiras atitudes possíveis para as gravadoras retomarem suas vendas é baixar os preços. E repensar seus modelos de negócios. O especialista afirma que a legislação ainda não dá conta das potencialidades das ferramentas de troca e que não há jurisprudência sobre essas questões. O que significa na prática que, assim como o Google pode decidir tirar conteúdos do ar ao ser pressionado por gravadoras e associações anti-pirataria, um conteúdo disponibilizado de forma pública, desde que não seja usado para obter lucro, pode ser copiado para uso doméstico sem que isso seja considerado crime.

E são baixados. E alguns músicos já mostram ser a favor disso. A contragosto das gravadoras, artistas como Ed O'Brien, do Radiohead, Annie Lennox e Billie Bragg defendem os internautas que compartilham músicas pela Internet. Na semana passada, a The Featured Artists Coalition, que reúne mais de 140 bandas e cantores, se manifestou contra o projeto de lei que criminaliza fãs por baixar músicas.

Mesmo com os fechamentos consecutivos de canais, blogs e outros sites, grandes gravadoras como Warner Music, Sony BMG e EMI registram prejuízos consecutivos em alguns de seus últimos balanços. O que aponta que gastar menos energias censurando conteúdos e, em vez disso, pensar em novos modelos de negócios que aproveitem a internet para a promoção e venda de seus artistas pode gerar melhores resultados. Até para sua imagem.

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Leoni - "Se Não Agora, Quando?"

Leoni disponibilizou mais uma música do álbum que está gravando, que provavelmente será lançado este ano. À medida que as canções vão ficando prontas, ele as vai disponibilizando em seu site para 'free download'. Agora é a vez da oitava canção, "Se Não Agora, Quando?" já está diponível no site do cantautor e aqui também.

MP3: Leoni - "Se Não Agora, Quando?" (Leoni, George Israel, Luciana Fregolente)

Conheça também as canções lançadas anteriormente:

MP3: Leoni - "Os Amadores" (Leoni, Luciana Fregolente)

MP3: Leoni - "Na Sala de Espera do Paraíso" (Leoni, Frejat, Luciana Fregolente)

MP3: Leoni - "Um Herói Que Mata" (Leoni)

MP3: Leoni - "A Noite Perfeita" (Leoni, George Israel)

MP3: Leoni - "É Proibido Sofrer" (Leoni, Luciana Fregolente)

MP3: Leoni - "Do teu Lado" (Leoni, Rodrigo Maranhão)

MP3: Leoni - "Dá pra rir e dá pra chorar" (Leoni, Beni Borja)

Faixas bônus:

MP3: Daniel Lopes e Leoni - "Interior" (Daniel Lopes, Leoni)

MP3: Leoni - "Do teu Lado" [versão instrumental]

MP3: Leoni - "Dá pra rir e dá pra chorar" [versão instrumental]

Site: www.leoni.com.br

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Blogosfera: "Caiu na rede é peixe"

Caiu na rede é peixe
[Por Pedro Alexandre Sanches, da Carta Capital]

Na noite do domingo 15, a equipe coordenadora da comunidade Discografias, do site de relacionamentos Orkut, jogou a toalha, decretou o fechamento de suas portas virtuais e apagou por conta própria todo o conteúdo acumulado em quase quatro anos por 920 mil integrantes.

O conteúdo era música, toneladas virtuais de música compartilhadas pelos participantes de modo gratuito. Ou era pirataria, ilegalidade, crime, de acordo com o argumento usado por corporações musicais que pressionavam a população da Discografias a parar de infringir direitos autorais de compositores, músicos, produtores, editoras e gravadoras.

Um aviso ficou no lugar do maior fórum brasileiro de troca de música: “Informamos a todos os membros da comunidade Discografias e relacionadas que encerramos as atividades, devido às ameaças que estamos sofrendo da APCM e outros órgãos de defesa dos direitos autorais”. APCM é a sigla para Associação Antipirataria Cinema e Música, criada há um ano pelas indústrias fonográfica e cinematográfica, e dirigida por um ex-delegado.

Em comunicado oficial, a APCM confirmou que havia meses acompanhava e solicitava a retirada de links. “Já estava claro que a comunidade se dedicava a disponibilizar músicas de forma ilegal, ignorando todos os canais legais de divulgação e uma cadeia produtiva de compositores, autores, cantores, produtores fonográficos, etc.” E acrescentou considerar um “avanço positivo” a exclusão da Discografias.

O episódio é apenas a ponta visível de um fenômeno mundial de enormes proporções, que transformou a internet num admirável mundo novo para usuários, tanto quanto um inferno para os produtores da cultura antes vendida no formato de CDs e DVDs. Por baixo da pequena multidão reunida numa comunidade do Orkut, há proliferação vertiginosa de blogs e outros recursos de internet dedicados majoritariamente a ofertar download instantâneo e gratuito de discos, filmes e livros.

Tudo está disponível ali para ser compartilhado em qualquer lugar do planeta, do recente filme Gomorra a Louco por Você, um disco cuja reedição é vetada há 48 anos por Roberto Carlos. No campo editorial, o Portal Detonando desenvolve o chamado Projeto Democratização da Leitura – Biblioteca Virtual Gratuita, de downloads de livros. “Compartilhar, nesses casos, é o equivalente a disponibilizar, que por sua vez é uma forma de distribuição. Conteúdo protegido por direito autoral só pode ser disponibilizado por seus titulares”, reage o diretor-executivo da APCM, Antonio Borges Filho.

Mas, à diferença do que aconteceu na fase da pirataria física, hoje não é uma máfia ou o crime organizado que desrespeitam os cânones do direito autoral. Os blogueiros, a maioria deles anônima, são em geral colecionadores de discos, DVDs e livros que descobriram nos blogs a chave para participar do processo cultural, compartilhando seus acervos privados com o resto do mundo.

Em grande medida, são cidadãos comuns (médicos, fotógrafos, técnicos de informática, estudantes), desacostumados aos holofotes da mídia e distantes, inclusive geograficamente, dos bastidores do mercado cultural. De cinco blogueiros ouvidos por CartaCapital, todos garantiram não ganhar nenhum centavo (ao contrário, dizem investir dinheiro na atividade). Portanto, não aceitam o termo “pirata” nem se consideram como tal.

Cada blogueiro demonstra construir uma ética própria, e às vezes critica o que considera “errado” no comportamento do vizinho, mas não em seu próprio. “Acho estranho jogar na rede o trabalho de alguém que ficou dez anos sem gravar e agora fez um disco. É sacanagem”, afirma Mauro Caldas, de 44 anos, integrante de banda punk no Rio de Janeiro dos anos 80, que hoje trabalha em informática e é o único dos blogueiros entrevistados a abrir publicamente sua identidade.

Ele usa o codinome Zeca Louro no Loronix, um dos mais atuantes e abrangentes blogs musicais do Brasil. Escrito em inglês, recebe em média 3,2 mil visitas por dia e já foi acessado em 191 países, segundo Caldas. “Loronix só publica o que é antigo, sem nenhuma possibilidade comercial. Essa distinção a indústria sabe fazer muito bem”, diz, para justificar o fato de nunca ter sido incomodado ou ameaçado. Ao contrário: “Gente da indústria vem até mim, pergunta se tenho determinado disco, pede a capa se vai relançar. Eu colaboro”.

Outro blogueiro, autoapelidado Eterno Contestador e especializado em compartilhar CDs que ainda não chegaram às lojas, defende sua atitude. Diz que não distribui nada de maneira ilegal ou pirata, apenas copia links existentes na rede. E insinua que esses são vazados por integrantes da própria indústria, como jogada de marketing.

O produtor musical Pena Schmidt, ex-executivo de gravadoras e atual diretor do Auditório Ibirapuera, tem argumento semelhante: “A indústria sempre deitou e rolou com o vazamento do novo disco do Roberto Carlos ou do Michael Jackson, sempre deu para poder vender. Na época do piano de rolo, Chiquinha Gonzaga e Zequinha de Abreu eram demonstradores de lojas, tocavam para chamar a atenção das pessoas. Gravadora tocava música de graça no rádio por quê? Para vender música”. A diferença é que antes os vazamentos podiam ser controlados e se dirigiam a uns poucos “formadores de opinião”. Hoje, basta uma cópia cair na rede e pronto, a obra é de todo mundo e não é mais de ninguém.

O produtor Marco Mazzola, dono da gravadora MZA, defende a estratégia punitiva: “Medidas radicais devem ser tomadas, punindo, prendendo os que praticam. Você fica três meses dentro de um estúdio criando com o artista um CD, gasta em músicos, estúdios, capa, marketing, e antes de o produto estar no mercado já está na rede”. Schmidt discorda: “A lei não se encontra com a realidade digital. Por causa de 22 pessoas, 50 milhões se transformaram em criminosos? Não é mais fácil refazer a legislação?”

Se as gravadoras se desesperam com a perda de valor do material plástico que as sustentava, nebulosa é a posição dos artistas e criadores. “A indústria alega a defesa do direito dos autores, mas não é verdade, é só discurso. É a defesa de um modelo de negócio. Não sabem fazer de outra maneira e querem que o resto do mundo todo pare”, diz Schmidt. “Autor não fala sobre o assunto, a não ser que seja diretor de sociedade arrecadadora, como Fernando Brant, Ronaldo Bastos, Walter Franco.”

CartaCapital procurou ouvir os três citados, entre outros, mas não obteve respostas. Uma possível razão para o silêncio é dada indiretamente pelos blogueiros. Diz um deles, identificado como Fulano Sicrano: “Meu blog adquiriu notoriedade entre artistas e produtores e, atualmente, uma parte do que é publicado é fornecida por eles próprios, à busca de divulgação”. Fulano é mantenedor do Um Que Tenha, que põe na rede novidades musicais, e, segundo ele, recebe 14 mil visitas diárias. “Embora deseje que seu trabalho tenha o máximo de divulgação possível, o artista teme a indisposição com a gravadora, por isso o sigilo”, afirma.

O blogueiro diz receber também e-mails de gravadoras, produtores e artistas que solicitam a retirada de conteúdo. Afirma atendê-los prontamente. Seja repressor ou legitimador, o contato direto com músicos e outros fãs parece ser uma das recompensas pelas dez ou doze horas semanais dedicadas a blogar discos. “Pelo seu ângulo, pode até ser generosidade. Pelo meu, não. Eu me sinto tão bem publicando o UQT que isso passou a ser um ato de puro egoísmo.”

Zeca Louro também cita a notoriedade adquirida no meio musical: “O máximo que me aconteceu foi um ou dois casos de alguém comercialmente ligado a um artista dizer ‘poxa, seria legal você não ter mais o disco aí’. Imediatamente tirei, mas num dos casos o próprio artista reclamou, pediu para contornar. Tem artista que reclama de não ter nada no blog, pergunta se tenho alguma coisa contra ele. Muitos são avessos à tecnologia, eu ajudo”.

Nos bastidores, poucos admitem praticar pirataria virtual, mas há quem o propague aos quatro ventos, caso de Carlos Eduardo Miranda, produtor de grupos de rock e jurado dos programas de tevê Ídolos e Astros. “Sou fã dos blogs de música, muito mesmo. Sou usuário.” Em guerra retórica com a indústria, devolve aos acusadores as acusações de pirataria, roubo, crime: “Deveriam tomar vergonha na cara, porque estão vendendo a mesma música várias vezes, em vinil, depois em CD, depois em MP3. Já paguei, preciso pagar quantas vezes? Quando vão parar de me roubar? Se o artista se acha importante para a cultura, não pode fazer nada que impeça a circulação, senão ele é criminoso também”.

E desafia: “Compro 40 CDs por mês, poucos compram tanto como eu. Sou um criminoso? Os caras estão brigando com quem os sustentou a vida inteira. Deviam contratar os blogueiros para serem executivos deles”. Miranda antevê soluções futuras para o conflito: “Ninguém mais vai precisar guardar nada, e você vai ter acesso a todas as músicas do mundo. Vai ligar o botão como se fosse rádio e escolher. Que se pague uma mensalidade, como paga água e luz, e o problema vai acabar”.

A APCM confirma a pressão sobre os piratas, mas nega fazer “ameaças”. “Não estamos no campo da repressão, muito menos na área policial”, diz Borges Filho. “Fazemos a solicitação ao provedor, no caso o Google, para a retirada de conteúdo ou links.”

“Não aceitamos pressão da indústria fonográfica”, diz Felix Ximenes, diretor de comunicação local do Google, dono do Orkut e do gerador de blogs Blogger. “Nosso compromisso é com o usuário, com quem buscamos compartilhar responsabilidades.” O Google baseia-se na política de receber denúncias, verificar e tirar do ar se for o caso. “Antes, só tínhamos apagado links que levavam a produtos de copyright. O fechamento da Discografias foi um ato do próprio coordenador, que a desarticulou sob protesto, pelas ameaças da APCM. O Orkut é mais visível, eles preferem ir onde há volume.”

“Nunca recebi nenhum e-mail de censura, ameaças ou coisa parecida”, atesta Augusto TM, do Toque Musical, outro dos blogs recheados de raridades. “Isso se deve, acredito, à minha postura de não levar para o blog coisas que se encontram em catálogo nem fazer negócio, comércio ou propaganda.” No início do ano, o Toque Musical protagonizou comoção ao publicar a gravação caseira de uma sessão feita por João Gilberto em 1958, imediatamente antes da fama.

A fita fora vendida para japoneses e já não era propriedade brasileira, como acontece com todo o relicário musical pertencente às multinacionais do disco. Caiu na rede mundial, e o Toque Musical, com média diária de mil visitantes, foi fechado por algumas semanas. Mas isso ocorreu, segundo o blogueiro, devido a seu próprio temor de alguma reação negativa do cantor. Até hoje João Gilberto não reclamou.

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Meu intuito é ajudar a socializar, democratizar a boa música. Postarei links onde se possa baixar boa música com boa qualidade em MP3, WMA ou outros arquivos de áudio. O foco é em músicas, álbuns ou shows não lançados comercialmente, oficialmente. Espero que gostem e dêem suas opniões, nos comentários ou por e-mail, e se possí­vel, contribuam com outros links.
Abração!!!

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