Bonsucesso Samba Clube - Tem Arte Na Barbearia

Misturando música latina, sambas de gafieira, acrescentando a isso reggae, ska, dub e várias sonoridades brasileiras, chega ao mercado nacional, em fevereiro, com distribuição da Tratore, o novo disco da banda pernambucana Bonsucesso Samba Clube. Em ‘Tem arte na barbearia’, o sexteto olindense não poupa instrumentação e experimentalismos, mergulhando em uma proposta visceral, trabalhando arranjos e melodias. Recém lançado em Recife, o álbum consegue aliar poesia nordestina às agruras e alegrias do homem contemporâneo, com esmero e originalidade em 14 faixas.

A maior parte das letras fala de coisas corriqueiras e fatos verídicos como “Seu nome era eu/ Eu era malandro/ Eu era santo/ Corria de lado/ Olhava pro outro” - Seu nome era eu, composta por Roger Man em parceria com Jorge DuPeixe. De cunho político, como o afro-beat que fala da resistência cultural brasileira: “Zumbi chamou/ Pra a guerra contra o colonizador” - Zumbi Chamou, letra de Roger Man. Ou até momentos de contemplação descritos com simplicidade em Ah, quem dera, Sinto te falar e Derrapar.

Neste segundo disco, Bonsucesso se autoproduziu procurando utilizar-se de poucos recursos eletrônicos, buscando resultados sonoros mais limpos. A banda prova que a tecnologia veio desmistificar as grandes estruturas físicas, com o resultado surpreendente de ‘Tem arte na barbearia’. Gravado em dois meses no estúdio Batuka, de Bernardo Vieira (percussionista), a banda pesquisou novas timbragens utilizando-se de biombos e abafadores em uma micro-estrutura de 30m², com boa acústica somada a equipamentos de primeira geração.

Fora a masterização realizada no estúdio Dub, em São Paulo, o disco foi todo realizado em Pernambuco, com patrocínio do Sistema de Incentivo à Cultura – SIC e da Companhia Hidroelétrica do São Francisco – CHESF. A estética do Bonsucesso é toda forjada na cidade de Olinda. A parte gráfica do álbum foi a forma que os integrantes da banda utilizaram para homenagear um dos personagens mais folclóricos do Sítio Histórico, o barbeiro Isnar Colombo. Desenvolvida pelo designer Ricardo Gouveia de Melo, ganhou há pouco o segundo lugar no Prêmio Max Feffer de Design Gráfico.

A barbearia de Seu Isnar é o ponto de partida de Roger Man, vocal; Chico Tchê, baixo; André Édipo, guitarra; Berna Vieira, escaleta, teclado e percussão; Gilsinho, percussão; e Raphael B, bateria e percussão, que apresentam diversidade musical com um set de canções bem elaboradas. É sentar e ouvir...

01 Derrapar
02 Eu te encontrei
03 Meu jornal
04 Não posso pensar em não ir
05 Téo do Teté
06 O fogo queima
07 Como gosto
08 Rios, fios
09 Seu nome era eu
10 Ah, quem dera
11 Amor de todo dia
12 Sinto te falar
13 Ultimo dia
14 Zumbi chamou

BonsucessoSambaClube.com

5 comentários:

morceguinho disse...

O link da música 5 (teo de Teté) está puxando o mesmo da musica 6.

Valeu pelo post, legal o site, parabens, se conseguir corrigir o link eu completo o album...

Anônimo disse...

É isso mesmo o cara ta falando a verdade o link ta puxando a musica errada gostei do som dos caras uito interessante.

Heber Welby disse...

Pessoal, ainda não consegui. Vou continuar tentando. Quando estiver bom, aviso aqui mesmo.

Anônimo disse...

Olá pessoal, blz!
Como o link da música 5 (teo de Teté) está puxando o mesmo da musica 6 estou enviando o link correto.
Até mais.
http://ia311541.us.archive.org/2/items/artenabarbearia/05_TeoDoTete.mp3

Maga disse...

ótimo blog
eclético e de muito bom gosto

primeira vez aqui

sucesso pra vcs


parabéns


ps. meu blog

www.upbeatz.blogpsot.com